O escândalo em pílulas

O promotor, a delega e o Dr Apa
O promotor, a delega e o Dr Apa

Algumas anotações sobre o que o Promotor de Justiça Jean Forest falou em entrevista coletiva hoje a tarde no Fórum. Convocada para acontecer em território do MP na sede do Fórum, a coletiva acabou acontecendo no auditório devido a grande quantidade de curiosos, advogados, funcionários públicos, vereadores (uma pequena quantidade, é claro) e… jornalistas. Premissa primeira de Forest: o processo está correndo em segredo de justiça, portanto nada de revelações, tampouco dos acusados.

PRINCIPAIS INVESTIGAÇÕES, consideradas de alto índice de indícios de fraude

– Passarela da Barra, licitação e execução;

– Viaduto da Avenida do Estado (e nem começou ainda!!), licitação;

– Pavimentação asfáltica, medição e pagamentos;

– Uso de recursos e equipamentos públicos por empresa da iniciativa privada em serviços públicos.

Fiquei com a impressão que a investigação começou há seis meses focada em duas ou três denúncias e, com o decorrer, polarizou para outros setores envolvendo licitações públicas. O promotor revelou que no procedimento aberto para investigação da medição do material da pavimentação asfáltica aconteceu a manipulação de informações, sendo um dos fatores que motivaram a agora chamada Operação Trato Feito. Esta capilaridade forçou a criação de núcleos independentes de investigação.

São 14 mandados de prisão: 11 temporários e 3 preventivos. Além do afastamento judicial de um secretário. Forest não confirma (por força do segredo de justiça) nenhum dos nomes publicados no noticiário online durante todo o dia de hoje. E adiantou que a investigação é mais ampla e envolve muito mais pessoas. O núcleo central de toda operação é a Prefeitura de BC. Mais nove cidades estão no rolo, mas nada público. São pessoas e empresas que se envolveram com o que está sendo investigado.

Forest destacou que a operação está apenas começando e que há um “número enorme de pessoas” a serem investigadas. Com relação ao secretário afastado judicialmente, o promotor comentou que a decisão foi para garantir que não haja interferência na produção de provas.

Perguntado sobre a construção civil, o promotor disse que a linha de investigação seria sobre benesses e facilidades que teriam sido cometidas pelo poder público. Eu acrescentaria: algo como tráfico de influências.

Sobre o prefeito ERD: não há indícios. “De forma alguma”, enfatizou o promotor.

E os presos? Ninguém foi ouvido ainda. Isto quer dizer que os 14 passarão a noite puxando uma cana. Dia 24 terá nova coletiva com a possibilidade de revelações. Isso se o segredo seja levantado, mesmo que seja parcial.

Auditório cheio. Na foto, destaque para os profissionais do jornalismo
Auditório cheio. Na foto, destaque para os profissionais do jornalismo

Um comentário sobre “O escândalo em pílulas

  1. Incrível, olha onde foi parar a competência e o sucesso da administração “nunca antes na história de Balneário Camboriú”, no Presidio Regional da Canhanduba!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *