O estrago da Veja e a cultura eleitoral do Brasil

Hoje estava passando em frente a banca do Shopping Atlântico e não vi a última edição da Veja na vitrine. Perguntei e a menina falou que esgotou tudo. Foram 75 exemplares. Na região circula 2 mil. Fui comprar um pãozinho básico no Angeloni e no caixas, nada de Veja. Se o cálculo é de 4 leitores para cada exemplar, imagina o estrago para as campanhas dos políticos citados pelo delator da Petrobras. Tudo isso é automaticamente levado para o horário político gratuito, quintal do marketing político. É o marketing político que determina o que vai pro ar. As propostas – se é que existem – ficam de lado. O roteiro do programa tem que entrar no clima do desqualificar adversários, dos corruptos ais incompetentes. O eleitor é bombardeado por desqualificações e quase nada por qualificação. A justiça eleitoral assiste de camarote, se omite e permite o fortalecimento desta cultura em detrimento do papel do horário gratuito: o de convencer os eleitos apresentando suas qualificações.

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