Quando a publicidade tem função social

Filme-NO

Os publicitários adoram criar um mundo de fantasias para vender os produtos de seus clientes. Não são poucas as propagandas enganosas que habitam nossas TVs, net, jornais, revistas… enfim. Dia desses compartilhei o filminho de um velho pirado em São Paulo que “invadiu” um set numa das praças da capital paulistana e, por um minuto, fez um discurso sobre as mazelas da linguagem da publicidade.

Desde que foi lançado o filme No, em 2012, tentei assistir e ontem tive a oportunidade. O filme chileno relata o processo – nos bastidores – do plebiscito que derrubou Pinochet e sua ditadura naquele país. O publicitário René Saavedra (Gael García Bernal) foi o responsável pela campanha do “no” e teve que enfrentar todos os líderes dos partidos da oposição que defendiam uma linguagem carrancuda relembrando todos os anos de chumbo. Saavedra criou uma linguagem desvinculada, moderna, original, alegre, com apelo de liberdade e foi com esta campanha que deu “no” no plebiscito livrando o povo chileno de 15 anos de Pinochet. É um filme que todos devem assistir e refletir sobre o papel da publicidade na sociedade.

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