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Fim da cobertura (ou como o Brasil perdeu o encanto)

Fim de Copa. Venceu o melhor e, por isso, não me canso de postar imagens. Imagens que estiveram aqui desde o primeira dia da Copa graças a Fotos Públicas, um site de fotografias – de caráter jornalístico – mantido por um time de feras do fotojornalismo brasileiro. Foi uma Copa de nível muito bom e para quem gosta de futebol foi prazeroso. A Alemanha sempre foi a minha preferida porque lá se joga o melhor futebol do mundo. Meu presente de Natal foi uma camisa da Alemanha. Quanto ao Brasil, confesso que ela – a seleção – perdeu seu encanto desde que seus ídolos começaram a migrar para o futebol estrangeiro. Culpa da geração de 82, quando o meio campo do Brasil foi todo exportado para o Velho Mundo (Falcão, Cerezo, Sócrates e Zico). Mas com um detalhe: foram embora, mas eram todos ídolos de seus times aqui no Brasil, jogadores consagrados. Assim foi até mais ou menos 1994. A partir daí a relação torcida de clubes e a seleção brasileira foi se distanciando até chegarmos em 2014, o ápice do esgotamento do encanto. A que time brasileiro você relacionaria Daniel Alves, Maickon, David Luiz, Dante, Maxwell, Luis Gustavo, Fernandinho, Hulk, William, Hernanes. Alguns até passaram por clubes brasileiros, mas nunca chegaram a condição de ídolos porque foram embora muito cedo. Outros sequer jogaram um estadual, um brasileiro. Vestir a amarelinha só por causa da certidão de nascimento é muito, mas muito pouco. Então, um resgate da paixão clubística do torcedor com relação a seleção brasileira só acontecerá com uma revolução radical. Caso contrário, trata-se de um caso perdido. Fique com mais imagenzinhas para encerrar a cobertura.

Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil
Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil
Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil
Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil
Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil
Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil

 

 

Deutschland, über alles!!

Alemanha, campeã de tudo.

O gol. Foto: J.P.Engelbrecht/ PCRJ
O gol. Foto: J.P.Engelbrecht/ PCRJ
Delírio e queda. Foto: J.P.Engelbrecht/ PCRJ
Delírio e queda. Foto: J.P.Engelbrecht/ PCRJ
Carrasco e assistente de carrasco. Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil
Carrasco e assistente de carrasco. Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil
Klose, artilheiro de todos os tempos. Foto: J.P.Engelbrecht/ PCRJ
Klose, artilheiro de todos os tempos. Foto: J.P.Engelbrecht/ PCRJ
Bastian Schweinsteiger, símbolo que representa todo o comportamento alemão em território brasileiro. Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil
Bastian Schweinsteiger, símbolo que representa todo o comportamento alemão em território brasileiro. Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil

 

Do Marza, sobre os 7×1

“Quando tu fica com vergonha de comentar diz que a internet estragou. Pergunta ao teu pai, Teixeirinha, que é mais vivido do que nós, se ele lembra de vexame tão grande na história do nosso futebol”. Boa observação, o véio Teixeirinha esteve no Maracanazo. E, incrível, ele assiste todos os jogos comigo nesta Copa. Ele já não acompanha tanto o futebol, mas a Copa viu quase tudo e, incrível, a reação dele nos 7×1. Só fala nisso. Só fala em vergonha e esculhamba com Felipão e cia.

Que jogaço

Foto: Valter Campanato/ Agência Brasil
Foto: Valter Campanato/ Agência Brasil

Alemanha e Argentina decidem pela terceira vez o mundial de seleções. Está 1×1. E domingo? A Argentina – seu futebol – não me atraiu durante a trajetória de jogos da competição. A Holanda surpreendeu. Van Gaal surpreendeu. Mas a Argentina demonstrou muita força e merece estar na final contra a Alemanha. Será um jogão, sem qualquer chance de virar pelada. Os argentinos são uns loucos apaixonados (torcedores e jogadores). Invadirão o Rio de Janeiro numa grande festa. O Brasil sempre bom anfitrião. Que vença o melhor.

Copa nivelada

Neuer líbero. Foto: Ivo Gonçalves/ PMPA
Neuer líbero. Foto: Ivo Gonçalves/ PMPA

Se a lógica prevalecesse já teríamos os dois finalistas: Holanda e Colômbia. Que bom que no futebol não existe lógica. Mais sem lógica ainda se considerarmos o nivelamento da maioria das seleções que estão no Brasil. Sem emoção: não se espantem se uma Bélgica superar a Argentina ou a Colômbia acabar com o Brasil. Este cenário tem muito a mão dos técnicos nisso tudo pelas surpresas táticas que surpreendeu muita gente que esperava a velha retranqueira de sempre. O técnico do Chile é um monstro; Pekerman, valioso. O da Costa Rica, aquele que disse que camisa não ganha jogo, tem o time nas mãos. Van Gaal trouxe um esquema bem interessante tirando o espaço do adversário na sua intermediária; o esquema do Joaquim alemão é o que mais me agrada. Jogam pra frente com o goleiro Neuer como líbero. Só falta o comedor de meleca deslocar Lahm para a lateral direito para ficar melhor ainda. A Alemanha e a Bélgica jogam com quatro zagueiros abrindo mão dos laterais (alas), um desperdício. E o que é os EUA de Klinsmann? Um time que não rifa a bola, jamais! Vencendo, empatando ou perdendo não apela para o chuveirinho em nenhum momento. É bola de pé em pé. Bonito de ver. Sem esquecer de Deschamps, da França, seu meio de campo é um dos melhores da Copa. No Brasil não se vê nada a não ser a obrigação de vencer. Ou vai ou racha. Enfim, para que gosta do futebol bem jogado, esta Copa está sendo um prato cheio.

Copa do goleiros

Foto: Alexandre Lops/ Internacional
Foto: Alexandre Lops/ Internacional

Se a média de gols nas oitavas de final caiu para 2 por jogo a culpa foi dos goleiros. Todos os perdedores cumpriram suas funções fechando o gol. Howard, goleiro dos EUA, evitou 16 gols da Bélgica, um recorde segundo informou o cara da ESPN. Navas, da Costa Rica, venceu, mas durante os 120 minutos de jogo foi responsável por levar a disputa pra os pênaltis e, ainda, garantir a defesa que classificou o país da América Central. O goleiro da Argélia segurou o poderoso ataque da Alemanha por um pouco mais de 90 minutos – veja na foto a defesaça no chute de Lahm. Ochoa, contra a Holanda, voltou a brilhar. Benaglio deixou os argentinos preocupados. O da Colômbia mostrou muita segurança debaixo dos gols. E o nosso Julio Cesar, embora pouco acionado, levou o Brasil para as quartas.

É James ou James?

Foto: J.P.Engelbrecht/ PCRJ
Foto: J.P.Engelbrecht/ PCRJ

Antes mesmo de iniciar a Copa do Mundo tinha como verdadeira a informação de que o James, de Rodriguez, seria em homenagem ao Bond, James Bond. Assim como o Falcão, do Garcia, seria uma homenagem ao craque brasileiro. Acontece que praticamente toda a imprensa brasileira fala em James, numa pronuncia castelhana. A dúvida é esta, porque de resto, ele é o melhor jogador da Copa, autor de dois golaços, artilheiro e comandante desse ótimo time colombiano.

O que seria do futebol não fossem as Grécias da vida

Foto: Rafaela Baião
Foto: Rafaela Baião

O futebol é delicioso porque é imprevisível. Sempre prega suas peças. O melhor emprego do mundo é ser jornalista esportivo que é pago para errar. Nesta Copa não está sendo diferente. A Costa Rica já estava classificada na segunda rodada. A Grécia classificou nos descontos contra uma Costa do Marfim superior tecnicamente. Este é o sabor do futebol.

Segunda rodada (metade da Copa)

Não tá morto quem pelea. Foto: Danilo Borges/Portal da Copa
Não tá morto quem pelea. Foto: Danilo Borges/Portal da Copa

Ao fechar a segunda rodada, chega-se a metade da competição, ou seja 32 jogos. A segunda rodada sempre é complicado, algo como uma síndrome. Os melhores e os piores:

Melhor seleção: Superou a segunda rodada mostrando muito futebol – França

O fiasco – Camarões. O nível que chegou a competição não permite o amadorismo apresentado pela seleção africana.

Melhor jogo: Uruguai x Inglaterra

Pior jogo: Grécia e Japão. Os dois precisando ganhar e nem assim – 0X0.

Gol mais bonito: Cahill, da Austrália. Lembrou o gol de Van Basten contra a URSS na Eurocopa de 88.

Melhor jogador: Luiz Suárez, o iluminado

A ressurreição: Uruguai

A pior seleção: A Espanha confirmou contra o Chile que já era.

Emoção da rodada: O que era aquele jogador da seleção da Costa do Marfim aos prantos durante o hino. Por ironia do destino ele entregou o segundo gol da Colômbia que selou a derrota de seu time.

ATUALIZADO

Defesaças – Do goleiro da Nigéria no último minuto de jogo num chute a queima roupa de dentro da área ele defendeu com o pé e a bola explodiu na trave carimbando o passaporte de volta da Bósnia. Do goleiro Ochoa, na cabeçada de Neymar.

Revelação: Quintero, da Colômbia