Arquivo da tag: Florianópolis

De bem com Floripa

Vivi três anos de minha vida em Florianópolis, a ilha da fantasia, como diria meu tio Ênio. Um deles, na Lagoa. Perdi o encanto depois de anos e anos porque cada vez que programava uma ida pra lá sempre acabava em congestionamento = irritação. Cheguei a perder um voo por causa dessa engronha. Pois bem. Ontem fui a Floripa e tudo correu como antigamente. Mais ou menos né. Vamos as mudanças: compromisso no Itacorubi. Referência, rua que acaba no mangue. Cheguei e todas as ruas acabam em mangue. Mangue sitiado. O segundo compromisso era no Campeche, então fui pela Lagoa. Ao som de Rock Off avistei a Lagoa e deu aquela saudade. O centrinho desenvolvido já conheço. Então fui em direção ao Campeche. Aquele acesso, lembro, eu comia PF, baratinho. Passei em frente: virou uma oficina. Segui em frente. Lembro que aquilo era o fim de mundo desabitado porque os terrenos são lindeiros das dunas. Surprise! Um condomínio fechado ao lado de outro. Sigo em frente, mais condomínios fechados. Penso: dunas sitiadas. Chego ao Campeche que um dia já foi deserta e, ontem, foi o único congestionamento que enfrentei.

A fuga das personalidades

Da série morro e não vejo tudo: Figuras históricas de Floripa e de Santa Catarina como Cruz e Souza, Víctor Meirelles, José Boiteux e Jerônimo Coelho simplesmente escafederam-se da famosa praça da preguiça, mais conhecida como Praça XV (conta a lenda que quem senta num banquinho embaixo daquelas centenárias árvores perde a vontade de trabalhar). Eles foram transformados em bustos. Sequestraram todos.

Água de poço ou aí que inveja de Floripa

Enquanto vivemos como água de poço na cultura local, Floripa comemora o aniversário com uma big maratona cultural com eventos em vários locais, em diversos horários de 22 a 24 de março. Anota aí o que tem: música (de tudo até o que eles chamam de exótico), teatro, teatro infantil, dança… e a verba que o prefeito prometeu para aqueles agentes culturais que acreditam em tudo quando vai rolar?

Floripa: to be or not to be

A nossa capital é um caldeirão onde se tem manezisse, complexo de inferioridade – e de riqueza -, excesso de bairrismo e tudo que mais possamos imaginar. Cacau Menezes, famoso colunista do DC achou um absurdo uma nota publicada no inglês The Guardian: “Praia do Mole, Florianópolis, Santa Catarina. Brazil’s south is a land of gauchos, grilled beef and Argentine beach bums – who come en masse in January and February when the sands and seas are warmest. As wealthy Brazilians increasingly opt for “Floripa” over Punta del Este and Rio, some beaches are awash with Armani bags, but inland from lively Praia do Mole (popular with surfers) is the boho town of Lagoa da Conceição, where arty types and intellectuals prefer to dine and drink”. Falar que a ilha é terra de gaúchos e argentinos ratos de praia é uma agressão para os ilhéus. Mas não para por aí. O Globo publicou a matéria Os ‘sem-lancha’ da cidade classe A, onde há uma declaração supimpa de uma “cartola” da Habitasul (leia-se Jurerê Interncional): “O problema não é ser rico, é ser pobre”. Que pérola. Floripa (ou Jurerê Internacional) é comparada a Beverly Hills. Seria a Beverly sem Hills… hehehe. A matéria repercutiu no DC com a matéria Reportagem do Jornal O Globo traz Florianópolis como a “Beverly Hills catarinense”. Toda essa papagaiada não poderia ser melhor combustível para as redes sociais. Surgiu então Beverly Hills Catarinense no Facebook. Confira.