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Andy Summers, o fotógrafo

Andy Summers - Del Mondo (12)

Consagrado como guitarrista da banda The Police, Andy Summers revela seu olhar na mostra Del Mondo, em cartaz na Leica Gallery, em São Paulo, a partir do dia 5 de agosto. A exposição, composta por 42 imagens em preto e branco, feitas entre 1978 e 2014, apresenta registros da vida do artista em viagens que fez ao redor do planeta, evidenciando um estilo de fotografia de rua emotivo e atento.

Desde 1978, Andy Summers exercita, com a fotografia, um olhar afiado. Quando os membros da banda The Police decidiram cada um seguir seu próprio caminho, em meados da década de 1980, o guitarrista se aproximou do jazz e da música clássica e, simultaneamente, passou a dedicar ainda mais tempo à câmera fotográfica. Sua produção artística é influenciada tanto por viagens, da Tanzânia a Shangai, quanto por seu profundo interesse pela música, experimentando diferentes tipos de filmes fotográficos, lentes, ângulos e composições. Saindo noite após noite, vagando pelas ruas com sua câmera, Andy Summers registrou cenas noturnas em lugares como Los Angeles, Tóquio, Londres, Bali, Nepal, Macau ou por onde quer que passasse.

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“É você e o mundo ao redor. Reagindo a isso. Olhando para isso. Se eu saio pela rua, estou olhando, estou procurando. Vendo o que aparece. Poderia ser uma forma, um movimento.”, comenta o fotógrafo. Neste contexto, Del Mondo apresenta fotografias de vendedores, pedestres, motoristas, quartos de hotel, garçons e até do próprio artista. Cenas espontâneas, que o fotógrafo encontrava em suas andanças pelo mundo.

A mostra inédita no Brasil marca a inauguração da Leica Gallery São Paulo, a primeira na América do Sul, e traz ao país Karin Rehn-Kaufmann, responsável pela curadoria de todas as unidades da Leica Gallery no mundo.

 

 

Serviço

Período expositivo 6 de agosto a 5 de outubro de 2015

Local Leica Gallery São Paulo – www.leicagallerysp.com.br

Rua Maranhão, 600 – Higienópolis – São Paulo, SP

Horário Terça-feira a sábado, das 11 às 19h

Número de obras 42

Dimensões 19 x 12,5 cm a 31 x 47 cm

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BC subterrânea

BC é incrível. As coisas acontecem, pessoas circulam por aqui e ninguém sabe de nada. Não é notícia. Acabo de sair do Infinity Blue onde acontece um evento de fotografia. Lá, palestrando, está Greg Gibson, vencedor de dois Pulitzers, fotógrafo de guerra que adotou a fotografia de casamento depois de uma vida tão intensa. Muita história para contar, mas vai passar lotado sem ninguém saber.

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Na outra sala está Jeff Newson, jovem fotógrafo de casamento baseado na Califórnia. E assim as coisas passam por BC, sem registros.

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A fotografia brasileira em livro

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Segunda sigo num bate e volta para São Paulo para o lançamento do livro Bandeirante – 70 anos de história na fotografia, de autoria de Raul Feitosa. Trata-se de um livro de história que tive a honra e o privilégio de editar. Fantástica a pesquisa do Feitosa revelando os bastidores do mais representativo fotoclube do país. A fotografia brasileira pode ser dividida entre o antes e o depois do Bandeirante. Fotógrafos amadores que ousaram, experimentaram e hoje é conhecida como a escola paulista de fotografia por pesquisadores e historiadores. Nos praticamente 10 anos no jornalismo segmentado, este foi o trabalho mais incrível que já participei.

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A Câmera de Pandora e a Ogrografia

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Se tem um assunto que fascina este é sobre fotografia. Discutir sobre o tema é similar a uma discussão sobre futebol ou religião, mas, que me desculpem os futebolistas e religiosos de plantão (ainda mais com o surgimento de figurinhas desprezíveis no cenário como o sr. Feliciano), a fotografia é muito mais nobre para se refletir a respeito. Acabo de ler A Câmera de Pandora, do espanhol Joan Fontcuberta, que coloca na mesa, ops, nas páginas do livro, um ampla reflexão sobre este invento de quase 200 anos e sua trajetória desde os primórdios até hoje em dia quando o digital solapou as origens da fotografia. A vontade é de aprofundar o que o autor coloca em discussão, mas não vem ao caso. Tá, e o que tem a ver a Ogrografia do título do post? Pois é, a ogrografia é uma invenção de uns amigos fotógrafos que optam pelo humor (bom humor) para realizar  (na mesa de um bar regada a Sete Colinas) análises de imagens de fotógrafos contemporâneos. Aliás, se Fontcuberta descobrir a Ogrografia terá que rever a próxima edição de seu livro. Divirta-se com a Ogrografia.