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O mensalinho dos coleguinhas

Recebi no Whatsapp uma série de fotos do processo que rola em Itajaí envolvendo aquele vereador que dizia bandido bom é bandido morto. Há uma conversa dele com um radialista transcrita e mais outros documentos que até agora não vi oficialmente em nenhum meio de comunicação. É constrangedor ler aquilo. Uma vergonha a relação do poder público com a imprensa. São os chamados “cala boca”. Não declino nomes porque estou vendo tudo no whats, oficialmente está tudo como d’ antes no quartel de Abrantes.

Desde que foi instituída a figura da agência de publicidade para centralizar os gastos de governo na mídia tudo ficou mais fácil. O coleguinha joga uma nota lá, não presta serviço nenhum e só aluga a boca. Isto não acontece só com jornalistas no varejo. No atacado o acerto é com o veículo de comunicação seja jornal, rádio ou TV. Conta a lenda que a prefa daqui estaria investindo uma boa grana por mês na RIC Record para pautar o jornalismo daquela emissora de TV com temas de seu interesse. O acerto teria sido feito ao vivo, nada de celular (este sim o maior dedo duro dos corruptos), entre a direção e duas figuras, uma delas com vínculo com a prefa e a outra que gosta de agir nas sombras.

Essa relação espúria poderia ser esclarecida se as planilhas das agência de publicidade fossem tornadas públicas.

Do Herival, sobre os jornalistas citando ACM, muito boa

O finado político baiano Antonio Carlos Magalhães, empresário de mídia, portanto empregador de jornalistas, costumava classificar os mesmos em três categorias bem distintas, assim definidas por ele: O que só quer emprego, o que só quer dinheiro, e o que só quer notícia. Matreiro que só, ensinava, que ao lidar com eles, deve-se tomar o máximo cuidado para não trocar as bolas. Ou seja, nunca dar notícia para quem quer emprego, emprego para quem quer dinheiro, ou dinheiro para quem quer notícia. Quem sabe não tenha sido por esse cuidado e tratamento dispensado a categoria, imortalizado pela famosa alcunha “Toninho malvadeza”. É bem por aí…