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Batalha por cinco baseados

Acabo de ler a repercussão a respeito da batalha do bosque ontem na UFSC. Ação da PF para combater tráfico de drogas dentro do campus provocou reação de estudantes e funcionários e o pau comeu. Sei lá, se fuma maconha no tal bosque desde que a UFSC se conhece como gente. Tempo suficiente para uma ação de inteligência para coibir o tráfico. Mas não. A PF foi lá para pegar usuário com cinco baseados. Há coisas que são de difícil compreensão.

Maconha no Uruguai é uma questão de Estado

Venho acompanhando o processo de legalização da maconha no Uruguai. Trata-se de uma questão polêmica e controversa. Tanto que a maioria da população é contra. Mas seu presidente, José Mujica, surpreende o mundo tirando o tema do debate maniqueísta. É uma questão de Estado. O modelo repressivo faliu. Aprovada a lei, foi criada a agência nacional da maconha que será responsável por todo o processo, de ponta a ponta, desde o plantio até a comercialização. É uma coisa muito séria. Os uruguaios sabem que não será uma tarefa fácil. Eles mesmo admitem que trata-se de um laboratório em processo evolutivo. Os maconheiros de plantão que acham ser o Uruguai o novo eldorado do consumo podem mofar com a pomba na balaia. É altamente controlado. Só uruguaios cadastrados podem fumar ou cultivar em casa. Algo que poderá servir de modelo a todos as nações hipócritas consumidas de narcotraficantes, violência e insegurança. Se vai dar certo, nem eles sabem. Mas o simples fato de buscarem uma solução para o problema já é uma grande virtude.

A marcha e o debate ATUALIZADO

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Tanto barulho para pouca fumaça. A tão falada marcha contou com 200 pessoas.

 

Hoje pela manhã, a Transamerica deu uma grande contribuição para o debate sobre a maconha cuja marcha parece estar programada para domingo em BC. Beto e Robson conduziram muito bem o debate com o Luciano, um dos promotores da marcha, aliás, um cara bem ponderado e com argumentos. Como não poderia deixar de ser, os telefonemas pipocaram. Gente a favor e contra, tudo em alto nível. Gente civilizada debatendo um assunto polêmico. Uma observação de Luciano chamou minha atenção. Liberada a maconha já está se compra em qualquer esquina. Pois é, então…

Do Eduardo

“Não entendi esse seu comentário! direito de se manifestar por um vício, que já foi comprovado pela medicina que faz mal e destrói o lar de muitas famílias, prá isso não tem que ter direito não, isso é contra lei!”. 1) Justamente direito de se manifestar pelo o que eles acreditam; 2) a medicina usa a cannabis para tratamentos, tanto que o uso medicinal é permitido em diversos países; 3) Destrói a família como qualquer outro vício: o álcool, a traição, a falta de amor, compreensão são alguns exemplos… fico por aqui.    Controvérsia numa sociedade é tudo.

Alô maconheirada vai ter marcha!!

Acontece no início de junho a Marcha da Maconha em BC. Custo a acreditar que seja verdade. Algum empecilho será colocado para que não aconteça anota aí. Mas é engraçado  imaginar o que deva acontecer. Quem participa é maconheiro necessariamente? Ou está acima do bem e do mal? E o Estado vai aproveitar para registrar quem está de olho vermelho? E o que achei interessante na notícia que li. Vai ter até mesinha com cadastro prá ganhar carteirinha!! Eita festa.

Zé Dirceu deveria ler Verão da Lata

Acabo de ler Verão da Lata, livrinho so so, mas que esclarece algumas coisas sobre o período de 87/88 quando houve uma derrama de latas recheadas de maconha que se espalhou pelo litoral brasileiro. De toda a tripulação do Solana Star só o cozinheiro foi preso. O americano Stephen Skelton puxou um ano de cana sem sequer um flagrante. Foi solto um ano depois por falta de provas. Pois então Zé Dirceu, lê o livro e contratar o advogado que livrou o cozinheiro da cana. O mais interessante foi mesmo o estrago que essas milhares de latas deu nos traficantes. Na verdade, durante praticamente um ano não aconteceu o tráfico propriamente dito. Conta a lenda que os traficantes oficias (quase a totalidade não teve acesso as latas) falsificavam latas com palha dentro.