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Brasil dos contrastes

Esta semana, em um só dia, senti o contraste. De manhã cedo fui ao NAI. Fiquei uma hora lá dentro convivendo com o idosos que esperavam sua vez num prédio nada funcional, onde os velhinhos ficam no corredor em bancos improvisados. Acho que o prédio foi construído na época do Spernau. Sorry, mas um prédio nada a ver. Tudo apertado e improvisado. The god Pirica que veio para mudar tudo, mudou mesmo. Ao invés de propor um prédio decente deixou tudo lá abandonado. Porta que deve ter sido arrombada, toda “descadeirada”, porta do banheiro que não fecha e o odor se espalha pelo corredor e, para a marcar a simbologia do relaxamento, uma toca de Papai Noel encaixado no extintor de incêndio. Os velhinhos tiram onda de tudo que tem de ruim lá. É muito bom humor.

De tarde fui até Floripa, na Justiça Federal. Avisto um prédio novinho em folha, tudo muito espaçoso. Lindo, maravilhoso. Está aí o contraste. Porque o Brasil da Saúde não pode ser igual o Brasil da Justiça?

Deus: novo secretário de Saúde

O prefeito ERD deve assumir a secretaria de Saúde a partir do dia 2 de maio. Incrível a versatilidade de nosso prefeito. Depois de uma temporada na educação, agora ele revela sua vocação na área da saúde. Com um prefeito desses não precisa de colaboradores. Em tempo: desconfio que ele vai assumir porque nenhum dos que foram convidados toparam a bucha. Enquanto isso arrasta-se a dança do secretariado. As melancias da primeira gestão estão todos nos seus devidos lugares e a salada partidária que sustenta o governo azedou.

Saúde agoniza

Agora é o Pequeno Anjo que está sucumbindo a incompetência do(s) governo(s). Veja a íntegra do que acabo de receber:

A Fundação Universidade do Vale do Itajaí informa que não renovará os contratos de prestação de serviço e encerrará, a partir do dia 1º de julho, as atividades do Pronto-Socorro do Hospital Infantil Pequeno Anjo , assim como reduzirá, em 50% os leitos destinados ao Sistema Único de Saúde (SUS) da unidade hospitalar.

A medida, drástica, mas indispensável, será tomada se não houver, no prazo de até 30 de junho, um compromisso efetivo de municípios da região e do Estado de Santa Catarina no custeio compartilhado das despesas operacionais da unidade de saúde, sem o qual a Fundação Universidade do Vale do Itajaí, não poderá garantir a manutenção dos serviços atualmente ofertados pelo Hospital Infantil Pequeno Anjo.

Para tanto, a Fundação Universidade do Vale do Itajaí, esclarece que:

·         A oferta de serviços aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) sempre foi uma prerrogativa defendida ardorosamente pela Fundação Universidade do Vale do Itajaí, apesar do imenso custo operacional que essa responsabilidade tem gerado às finanças da instituição;

·         O hospital possui custo, anual, de R$ 12 milhões. A receita, que inclui valores cobrados de particulares e convênios, e ajuda de custo da sociedade e governamental, é de R$ 4,8 milhões. Com isso, o Hospital Infantil Pequeno Anjo apresenta déficit anual de R$ 7,2 milhões, que são custeados pela Fundação Universidade do Vale do Itajaí;

·         Ao longo de sua história, quase R$ 40 milhões foram debitados, exclusivamente, dos cofres da Fundação Universidade do Vale do Itajaí. Para continuar mantendo os serviços oferecidos atualmente pelo Hospital Infantil Pequeno Anjo, a ajuda de custo para a Unidade Hospitalar não pode ser inferior a R$ 600 mil/mês;

·         A desatualização da tabela de serviços pagos pelo Sistema Único de Saúde também é um fator agravante e que se reflete em várias unidades hospitalares pelo país. Uma diária em enfermaria, que apresenta um custo, para a Unidade hospitalar, de R$ 85,00, recebe apenas R$ 56,00. Um ecocardiograma, por exemplo,  que tem custo de R$ 120,00, recebe apenas R$ 39,94;

·         Apesar disso, o Hospital Infantil Pequeno Anjo não possui dívidas com fornecedores. Todas as contas da entidade são custeadas pela Fundação Universidade do Vale do Itajaí;

·         A Universidade do Vale do Itajaí é uma instituição comunitária e como tal, continuará a oferecer serviços gratuitos para a comunidade por meio de seus laboratórios, clínicas e projetos de extensão;

·         O histórico de conversas, iniciativas e negociações, por parte da Fundação Universidade do Vale do Itajaí, para reduzir o déficit da Unidade Hospitalar provém desde sua inauguração. No entanto, a instituição alcançou uma situação-limite, um impasse que requer um pacto coletivo;

·         O Hospital Infantil Pequeno Anjo atende, em média, 38 mil crianças em seu Pronto-Socorro, provenientes de todos os municípios da Associação dos Municípios da Região da Foz do Rio Itajaí (Amfri) e Costa Esmeralda.

·         Desses, 72,64% são de Itajaí; 10,49% são de Navegantes; 3,9% são de Balneário Camboriú; 3,04% de Camboriú; 2,88% de Penha; 1,3% de Ilhota; 1,28% de Piçarras; 1,17% de Itapema; 0,40% de Luiz Alves; 0,39% de Bombinhas; e 0,27% de Porto Belo;

·         Em média, são realizadas 3,6 mil internações, por ano, de pacientes das mesmas cidades. Dessas, 65,37% são de Itajaí; 11,31% são de Navegantes; 4,64% são de Balneário Camboriú; 4,23% de Camboriú; 3,68% de Penha; 2,09% de Itapema; 2% de Piçarras; 1,9% de Ilhota; 0,68% de Luiz Alves; 0,68% de Bombinhas; e 0,60% de Porto Belo;

·         O potencial fechamento do Pronto-Socorro do Hospital Infantil Pequeno Anjo e a redução dos leitos para internação por meio do SUS é uma medida paliativa e não resolve o déficit do Hospital Infantil Pequeno Anjo;

·         Ainda que ocorra o fechamento do Pronto-Socorro do Hospital Infantil Pequeno Anjo, e redução na oferta de internações para o SUS, serão preservados, sem restrições, os atendimentos particulares e realizados por convênio;

·         A Universidade do Vale do Itajaí oferece, por meio de convênio assinado com o Hospital e Maternidade Marieta Konder Bornhausen, para a realização de aulas e estágios de alunos da instituição naquela unidade hospitalar, o que, sob qualquer hipótese, garante a continuidade das atividades acadêmicas, sem prejuízos;

·         A instituição agradece, publicamente, mais uma vez, a todas as pessoas que colaboram com o Hospital Infantil Pequeno Anjo por meio de doações a Associação das Voluntárias pela Infância Saudável (Avisa). Sem essas doações, a dívida e, por consequência, crise do Hospital Infantil Pequeno Anjo, seria ainda maior;

·         O fechamento do Pronto-Socorro e a reduções de atendimento do Hospital Infantil Pequeno Anjo poderá ter, como consequência, a redução do quadro de funcionários da Unidade Hospitalar, em todas as áreas. No entanto, a instituição trabalha para que esse impacto seja o menor possível;

·         Por fim, o encaminhamento dos pacientes do Hospital Infantil Pequeno Anjo, com o possível fechamento do Pronto-Socorro, e redução das internações por meio do SUS, para outras unidades de saúde, é de responsabilidade do poder público;

O Hospital Infantil Pequeno Anjo, administrado pela Fundação Univali desde abril de 2002, exerce durante todo esse período, expressivo papel no atendimento em saúde infantil de Itajaí e região. Ele ocupa uma área de 3.313,60m² no centro de Itajaí e dispõe de 94 leitos, 16 na unidade A, 60 na unidade B, 6 no pronto-socorro e 8 leitos UTI –  2 neonatais e 6 pediátricos (2 são isolamentos), e 3 no centro- cirúrgico. Com essa estrutura o Hospital atende crianças da faixa etária de 0 a 15 anos incompletos.

A Unidade Hospitalar é mantida, há mais de dez anos, pela Fundação Universidade do Vale do Itajaí. Nesse período a instituição liderou esforços contínuos em favor da prestação de serviços de saúde universalizados e de excelência. Em uma década, as estruturas foram ampliadas e modernizadas, os serviços expandidos e os recursos humanos qualificados.

A expectativa da Fundação Universidade do Vale do Itajaí é que, até o prazo de 30 de junho, sejam apresentadas soluções satisfatórias para a resolução do problema e, consequente atendimento das demandas de saúde infantil da região. Para tanto, a direção da Fundação Universidade do Vale do Itajaí salienta, ainda, que não está medindo esforços para a solução dos problemas e para a manutenção de todos os serviços oferecidos pelo Hospital Infantil Pequeno Anjo.

Ring, ring, a Unimed ligou

E foi na quinta passada. A tele guria primeiro ofereceu o pronto atendimento do HC que tem plantão com ortopedia. Comecei a rir e respondi que eu não quero pronto atendimento, quero consulta: – Conseguiram? Sim, em Blumenau. Disse a ela que deixa prá lá quando perguntei quem paga meu prejuízo de me deslocar até a loira Blu. A Unimed paga, respondeu ela. Me desarmou e tive que ri. Mas resolvi topar. Tudo quase certo. Na sexta-feira confirmaria. Nova ligação na sexta e uma outra oferta: Itajaí. Ok combinado. Seria hoje e acabei esquecendo da tal consulta. Minha desculpa à tele guria. Mas, precavido, antes da Unimed me ofertar uma consulta no prazo legal, acabei marcando uma consulta. Só que para o dia 16. Espero que eu não esqueça, também.

Se você não está no esquema, você não é nada

Triste a sociedade onde o prestígio é que vale alguma coisa. Os iguais são desiguais. Você consegue as coisas se tem prestígio, se é amigo do poder, se tem carteira para dar carteiraço, senão.. você não é nada. Na segurança ninguém está aí para você. Vou voltar para a minha filha. Ela foi assaltada na rua chamou a polícia que tratou a menina como se fosse uma patricinha, quando a função deles é servir o cidadão seja lá o que ele for, patricinha, mauricinho, pé rapado… aposto se minha filha fosse uma patricinha “com pedigree” ela seria tratada de outro jeito. Ainda há pouco, ela foi fazer o boletim de ocorrência do celular dela que foi roubado. Ela disse lá na Rua Inglaterra que tem tudo filmado e recebeu como resposta aquele é, traz aí que o delegado dá uma olhada. este tipo de “desserviço” CONSTITUCIONAL serve para outras áreas públicas, a saúde,, por exemplo. Te tratam como se fosse ninguém, mas se vem sob indicação de um bam bam bam,, opa, aí a história é outra. É assim que funciona. Quem deveria preservar os valores é o primeira a mandar tudo a m… estamos desprotegidos. Torçam para não precisar do Estado. Ou, senão, seja mais um com privilégios, para o seu bem.

É petizada, acabou a festa

Brinquedinhos agregados a lanches em Floripa, no more. Sinceridade? Não tem outra coisa para se preocupar? Segundo o autor do da lei aprovada “Esperamos que a regra possa diminuir a pressão que os filhos fazem sobre os pais na hora da escolha da refeição. Não podemos mais permitir que estas publicidades envolvam as crianças desta maneira, principalmente quando é a sua saúde que está jogo”. Como se os sanduíches fossem venenos (bem, aí há controvérsias…hehehe). Veja no DC.