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Bombeiros, Imperatriz e prefeitura se abracem, vibrem

A instituição audiência pública é um instrumento para quem tem interesse direto. Não acho que seja representativo. Então, como era de se esperar, ninguém foi discutir o destino do Corpo de Bombeiros, a não ser as partes interessadas. Aquele terrenão onde era o Fantástico Clube vai receber prédios de 15 andares em troca de uma glebalizinha para construir a sede dos bombeiros. Ainda acho tudo isso muito estranho, como podem mudar um plano diretor em benefício de um particular. Então que mude para toda a região. BC é assim, o privado sempre – ou quase sempre – sobre o coletivo. Duas situações deste nível confirmam meu pensamento: aquela área onde passa o Binário de propriedade dos Rebelo. Foi desapropriado “parte” do terreno e criou-se uma grande área que agora está sendo construído um posto de gasolina. Outra situação são os feirantes que fecham a rua nas quartas-feira. A prefeitura construiu uma área só para eles na Praça da Bíblia. Só que eles não vão, batem pé e fica por isso mesmo. Poderíamos listar mais situações onde o particular está acima do coletivo. E assim caminha BC…

Para encerrar o assunto

Recebi uma ligação do Auri Pavoni perguntando meu endereço para o envio de um CD com a ata da audiência pública. Auri acha que estou batendo muito (suponho, que no entendimento dele, sem razão). Auri, acho, não entendeu. Considero o secretario mde planejamento o mais homem público de todos que compõem o governo do prefeito ERD. Não tem essa só de elogio como muitos do governo. Ele enfrenta também as críticas. Entretanto, não posso concordar com tudo que o governo faz e esse episódio da chácara urbana sou contra e não adianta vir com argumentos. É uma questão de ponto de vista. Eu acredito na humanização de uma cidade. Nosso governantes, defitivamente, não. Acho, repito, acho – e isso é muito particular – essa negociação um escândalo que bate de frente ao bom senso. Se Auri e todos que são a favor, boa sorte. Quando o empreendimento ficar pronto, todos eles que estufem o peito e afirmem: essa é a cidade que queremos e somos resposáveis por isso. O bônus será deles. Do ponto de vista deles. Eu considero um ônus. Aproveito o espaço para deixar o link do último post do Marzinho no seu Dedo na Moleira. Recomendo a leitura para reflexão. Acesse. E assunto encerrado. Boa sorte ao modelo adotado pelo governo.

Sobre a famigerada chácara urbana do Imperatriz

“A associação de moradores da região da 4 Avenida esteve presente na audiência e reivindicou que em vez de construirem um arranha céus de pedra no terreno em frente a praça das bandeiras( que de praça não tem nada), que plantacem árvores neste terreno, poderiamos ter uma praça poliesportiva para nossa comunidade. Será que precisamos de mais prédios em nossa cidade?JOCARHA MARKEL HANNIBALPresidente da associação de moradores.Pois é. Esta audiência já estava com suas cartas todas marcadas. Encheram o plenário de bombeiros e familiares. Usaram os caras para referendar mais um interesse econômico privado em detrimento do coletivo. Praça é coisa de drogados, como comentaram na audiência. E a prefeitura não tem dinheiro para criar um parque público. Tem dinheiro para tanta coisa, mas para isso não. Lamentável a cegueira de nossos dirigentes.

Forçação de barra

A localização da sede dos bombeiros está sendo uma grande forçação de barra com uma incompreensível adesão dos que fazem parte da corporação. Estão sendo usados como massa de manobra para uma questão econômica. Chegaram a ameaçar a transferência da sede para Camboriú como se isso fosse uma represália aos que moram mais próximo mda praia. Grandes coisas. Gostaria de saber como os bombeiros farão na possibilidade de um sinistro em Camboriú com a sede onde desejam construir os defensores ferrenhos do famigerado terreno exaltado… não pelo samba.

Audiência pública é Denorex

Ainda o Marza, ele dá um recado para quem não foi na audiência usando a palavra você para chamar a responsabilidade dos ausentes. A carapuça serviu direitinho na minha cabeça. Não vou mesmo em audiências públicas. Louvo a atitude do Marza, como cidadão, dar a cara para bater contra tudo e todos os interesses econômicos. Realmente o Imperatriz “ganhou” um daqueles presentes de pai prá filho. Eu não acredito em audiências públicas. Sabe aquela propaganda antiga do Denorex, parece, mas não é? Audiência pública é o próprio Denorex. Trata-se de um instrumento criado para as elites econômicas e predatórias de todo gênero. Ainda mais em BC, onde o adesismo é algo extraordinário. A sociedade civil se cala diante do poder político. Todo mundo é situação. Vou dar um exemplo: os comerciantes da Central estão a beira de um ataque de nervos com os prejuízos causados pelas obras do calçadão. Pergunta se a CDL em algum momento produziu algum documento em defesa de “seus” comerciantes. E assim poderia aqui citar outros exemplos. Outra catacterística de nossa sociedade, agora do ponto de vista físico, é a acomodação. Não querem se incomodar. Agora, uma coisinha, coloca uma audiência dessa no Facebook. Aí a coisa pega. No universo do Facebook todos são vanguardistas. Um verdadeiro front virtual.

Auri esclarece

Auri Pavoni esclarece que o Imperatriz ingressou na prefa com uma viabilidade para construir naquele terreno em questão. Explicou que neste projeto previa-se não sei quantos prédios de quatro andares e então a proposta foi de fazer menos prédios com mais andares, ou sejam 10. Em compensação seria transferida uma área para poder abrigar o Corpo de Bombeiros (Auri falou em 6 milhões o valor da área). A direção dos bombeiros entende que naquela região entre a 4ª e a Avenida do Estado seria ideal para facilitar o trabalho deles. Em suma seria isso do que tudo que Auri falou. Então tá esclarecido. Se lá atrás, quando foi iniciada as conversas, fosse colocada a situação em público evitaria-se este tipo de coisa.

Sobre o Corpo de Bombeiros e a proposta do Imperatriz

Conversando numa roda sobre os novos empreendimento na cidade, chegamos ao assunto supermercados. Big aqui, Carrefour ali, e o Imperatriz lá. Parado, parado, diz um da roda. O Imperatriz quer mesmo é uma lei só para ele. Obejtivo: construir prédios naquela chácara urbana, ali onde foi o show do Exaltasamba. Como assim? É assim mesmo, o Imperatriz “ganha” uma lei só para ele e dá em troca uma parcela da chácara para instalar o Corpor de Bombeiros. Vejo que o Conselho da Cidade está convidando para uma reuniáo para abordar justamente isso: o Corpo do Bombeiros lá naquele terreno. Pergunto: sob as condições que teriam sido propostas pelo Imperatriz? Era só que faltava. Trata-se de uma proposta ridícula. Espero que eu esteja enganado, mas vamos aguardar o posicionamento de nossos iluminados conselheiros. ATUALIZANDO: acabo de receber a informação de que essa chamada trata-se de apenas uma audiência pública para tentar referendar a decisão já favorável do Conselho da Cidade. Se faz necessário porque o MP tá de olho. Tamu fodidos com esse conselho. Por causa de um espaço pro corpo de bombeiros aprovar uma lei só para a sra Imperatriz? Nobre ela hein? Terreno pro bombeiros está cheio na cidade e não precisa baixar as calças para interesses econômicos. Se for transformado em projeto de lei, aí a festa muda de lugar será na pista de dança do Legislativo. Assim você me mata, como diria o filósofo contemporâneo Michel Teló. ATUALIZAÇÃO 2 – Em entrevista ao Big Tiger ontem na oficial, o secretário do Planejamento meio que esclareceu que a proposta veio sim da municipalidade. Pior a emenda do que o soneto.